Wellington acorda. Mas não abre o olho. Sua cabeça doía. E ele estava molhado. Molhado? Ele abre o olho. Não estava molhado. Estava na água. Estava num rio? Não. Ele olha em volta. Não via terra em lugar nenhum. Apenas muita água. O céu. E um amontoado de madeira no qual ele estava boiando. Ele limpa os olhos. E se lembra de ter caído num poço. Mas como tinha vindo parar no meio do oceano. Wellington olha ao lado para ter certeza que sua visão não estava o enganando. Estava mesmo bem longe de terra. Estava no meio do oceano. Mas como tinha vindo para de um poço até o meio de um oceano? Não tinha ninguém para ele chamar. Não tinha lugar para ele tentar nadar até aquele lugar. Apenas ficou parado sendo levado pelo oceano da noite boiando num pedaço de madeira.
Gabrielly e Rosane andavam no meio do barro, da chuva, da escuridão da noite. Elas nem mais se importarão com a barra da calça totalmente cheia de barro, ou o cabelo. Queriam apenas chegarem na casa do médico. Mas de repente no meio da estrada embarrelada e escura surge duas luzes fortes.
- Está chegando alguém Rosane.
- Eu sei. – Diz Rosane assustada e com medo.
De repente da luzes, surge um vulto de uma moto e um homem a dirigindo.
- Quem é ele Rosane?
- Eu não sei Gabrielly. – Diz as duas tremendo de medo.
De repente o vulto se defino um cara de jaqueta de coro, cabelo grande e uma moto Hally Davidson. Ele se aproximo das duas e para a moto.
Eles vam para sair correndo quando ele as segue com a moto.
- Calma moças.
As duas saem desesperadas correndo. E ele as segue com toda calma.
- Eu estou procurando a casa do Seu Oswaldo.
Rosane correndo e com medo fala:
- É ali na frente. Ele morreu.
- Morreu? Nossa! Como?
- Sei lá. – Diz Gabrielly correndo grunhindo o rosto de medo. – É isso que a gente vai saber.
Até as duas cansadas de correr param e pegam fôlego.
- Aonde vocês estão indo para descobrir sobre a morte deles? – Pergunta o rapaz.
- Vamos ao médico da cidade. – Diz Rosane quase sem fôlego.
- Então muntem nessa moto. Acho que com jeito cabe as duas.
As duas cansadas nem agradecem. Sobem na moto. E os três partem até a casa do médico. Na moto Rosane pergunta:
- E quem é você?
- Sou Ueston. Filho de Oswaldo.
Longe dali Cicinho, Cortez e Rafael entram no meio do mato com capas de chuvas laranjada e com lanternas enormes. Eles saem em busca de João Jorge e Wellington. Eles com cuidado desviam dos buracos que com a lanterna da para ver muito. Os três procuravam com esperança mas dentro de sua cabeça já sabiam que teriam que chamar uma ambulância ou os bombeiros, ou pior, teriam que comprar outro caixão. Mas de repente Cortez grita alto.
- Gente! Olha aqui!
Todos olham para o lugar que Cortez iluminava com sua lanterna. Era o poço com varias pedras do lado.
Os três olham lá em baixo. Somente o escuro. Que por mais que eles iluminassem com as três lanternas, não dava para enxergar nada.
- João Jorge! Wellington? Tem alguém ai? – Grita Rafael.
- Será que eles caíram? – Pergunta Cortez assustado.
- Vamos chamar os bombeiros. Pela fundura desse trem não vai ser hoje que vamos achar.- Diz Cicinho nervoso.
- Acho que agente tinha é que enterrar logo o Oswaldo. Se alguém chegar aqui não vai gostar de ver o caixão na sala. – Diz Cortez nervoso.
- Então Cortez. Chame os bombeiros. Eu e o Cicinho, vamos enterrar o velho.
Eles voltão correndo para casa.
A poucos metros dali Sther e Thiago caminhão pelo tuneo debaixo da terra. A lama e o cheiro era enorme. E andando engatinhando não era tão legal.
- Thiago vamos voltar. Isso não vai dar em nada. – Diz Sther vendo seu vestido ficando todo estragado.
- Calma. Vai demorar muito mais agente voltar do que chegar ao final desse tuneo Sther.
- Chegar aonde? Como você sabe que esse tuneo vai ter fim?
- Porque tem uma luz no fim do tuneo.
Eles se aproximam da luz. E vão se aproximando. E se aproximando. Até que eles saem para luz. E se veêm novamente na floresta só que estava de dia. Sther ao ver olha super nervosa para Thiago.
- Á. Que bom. Ficamos é dando voltas.
- Porque está olhando para mim? Eu não te chamei pra nada não.
- Meu vestido está todo estragado pra nada. Agora com que cara que eu vou voltar para aquele casebre. Olha. Pareço uma mendiga…
De repente Thiago começa a olhar estranho para os lado.
- O que foi Thiago? – Diz Sther com medo.
- Está ouvindo isso?
- Isso o que Thiago?
De repente tropeços de cavalos são ouvidos. E vão se aproximando. E se aproximando. Sther com medo fica atrás do irmão.
E de repente aparece na frente deles algo que eles não estavam acreditando. Era um homem que dá cintura para baixo era um cavalo. Ele tinha um arco e um flecha na mão e apontava para Sther e Thiago.
- Meu Deus Thiago. Ele é um cavalo.
- Não. É um centauro.
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