quinta-feira, 22 de julho de 2010

Em busca do tesouro de Tio Oswaldo

Gabrielly entra dentro de um quarto e passa a chave. Mas ao se virar dá de cara com Severina a governanta. Ela estava sentada na cama ajeitando o coque.
- Aqui no meu quarto você não vai encontrar tesouro nenhum.
- Droga. Eu tive que vir parar logo no quarto da empregada.
- Sou governanta. – Diz ela se levantando da cama nervosa. – Muito respeito.
- Ok ok ok. Me desculpe. – Diz Gabrielly já olhando para a penteadera e mexendo nas coisas. – Talvez não seja tão perda de tempo assim eu ter entrado aqui. Como era o tio…
- Oswaldo. O nome dele era Oswaldo.
- É o tio Oswaldo. Como ele era? – Diz ela sorrindo e passando o batom da governanta e se olhando no espelho.
A governanta pega o batom de Gabrielly nervosa e fala:
- Ele era um sujeito muito bom. Que se conhecesse os sobrinhos que tem. Jamais os colocaria no testamento. – Severina abre a porta e a empurra para fora do quarto e a fecha logo depois sem deixar Gabrielly falar.

Do outro quarto Sther e Teobaldo corre e entram ne outro quarto e trancam a porta juntos.
- Ei cai fora! Esse quarto é meu! – Diz Teobaldo quase empurrando a irmã para fora. Mas ela desvia e acaba entrando no quarto.
- Eu sou sua irmã. Se lembra? – Fala Sther dando um empurrão nele e fechando a porta para que ninguém mais entre no quarto sem se for eles. Mas Teobaldo se recuperando do empurrão se levanta e percebe que não estavam num quarto e sim numa grande e espaçosa biblioteca.
- Acho que aqui tem espaço para os dois procurarem.
Os dois começam a olhar os livros. Apenas livros de historias infantis de piratas.
- Ai. O tio Orlando tinha péssimo gosto para livros. – Diz Sther pegando os livros empoeirados com nojo.
- O nome do tio era Oswaldo. E desde quando você tem gosto para livro?
- Você tá muito enganado comigo Teobaldo. Eu tive que estudar muito para chegar aonde eu cheguei.
- Sther. Você ficou famosa porque cantou uma música e colocou no Youtube.
- E você acha que é fácil entrar naquele site? Bem. Mudando de assunto. Como você pode conhecer o tio Orlando? A Gabrielly e o Wellington são mais velhos que você e não se lembravam nem do nome do coitado.
- É eu conheço ele sim. – Diz Teobaldo olhando os livros  sem acreditar que iria ter ali.
- Como ele era? – Pergunta Sther sorridente já desconfiando que tinha algo errado ali.
- Ele era normal. – Diz Teobaldo disfarçando.
- Como assim normal?
- Normal uai.
- Sabe o que eu acho. Eu acho que você não lembrou do tio Oswaldo coisa nenhuma. E fez aquela cena só porque ficou sabendo que tinha herança no meio.
- Você não pode julgar nada. Aposto que se não tivesse herança você não ia largar seus shows em Nova York para vir aqui nessa cabana velha no meio da chuva.
De repente um mapa cai de um dos livros. Os dois olham assustados para o mapa. E sorrindo esquecem da pequena briga.
- Encontramos Teobaldo. Encontramos um mapa.

No quarto ao lado Wellington entra na cozinha. Mas não estava atrás de tesouro. Procurava um sinal para o seu celular. Ao entrar da de cara com o jovem casal vizinho procurando por algo nos armários. Wellington rindo pergunta:
- Vocês acham mesmo que vai ter algo por aqui?
- É o único lugar que sobrou. Os outros quartos estão todos trancados. – Diz Luciana com um sorriso irônico.
 - Pode tentar procurar também. Acho que aqui não vai ter nada mesmo. – Diz João Jorge com um sorriso parecido.
- Eu não quero saber de herança dele não. Vim só pra dar meus sentimentos. Mas agora quero apenas um sinal para o meu celular. – Seguindo o sinal do celular Wellington acaba saindo da casa pelas portas do fundo. E entrando na chuva se cobrindo com a capa.
- Ei aonde você está indo. Ai é perigoso. – Diz João Jorge correndo atrás dele.
Wellington cego apenas via o sinal começando a aumentar. Enquanto ele andava pela grama verde que dava nome ao lugar.
- João Jorge! Volte aqui! Eu não posso entrar na chuva! Minha escova! – Grita Luciana preocupada da cozinha enquanto via os dois homens seguindo pela grama verde.

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