sexta-feira, 23 de julho de 2010

Misterios acontecem no barraco de Oswaldo.

As trovoadas do lado de fora não parava. Luciana da porta da cozinha tentava enxergar o marido no meio dos vultos da grama e das poucas árvores. Mas a pobre garota já estava em desespero. Ela corre até o corredor onde encontra Cortez, o carteiro.
- Me ajude. Por favor Cortez.
- O que foi?
- O meu marido entrou na chuva do lado daquele doido do sobrinho do Oswaldo. Vai lá, por favor Cortez.
- E porque você não vai?
- Você sabe o quanto dá trabalho achar um bom salão nesse fim do mundo?
- Aff mulher. Espera um pouco e se acalma. Daqui a pouquinho ele está aqui.
O carteiro entra em outro quarto em quanto Luciana agoniada continua a caminhar até a sala.

No meio da chuva João Jorge e Wellington lutavam contra a chuva. Wellington correndo atrás de um sinal e João Jorge atrás dele.
- Mais moço, vamos voltar lá pra dentro. Você não sabe que é perigoso andar com celular na chuva.
- Vai ser mais perigoso se eu não contar pra minha esposa que eu cheguei em segurança nesse fim do mundo.
Eles se aproximam de um poço. E Wellington da um grande sorriso.
- Estou perto. Estou perto.
Ele sobe no meio do poço e João Jorge corre até ele.
- Está louco amigo. Desce dai.
- Já vou descer. Só quero ligar pra minha espo... - De repente Wellington perde o equilíbrio e vai para cair no poço quando João Jorge segura Wellignton. Mas ele acaba também perdendo o equilíbrio e os dois caem no poço.

Dentro da cabana Sther e Teobaldo viam dentro da biblioteca o mapa.
- Olha Sther. Aqui no mapa está desenhado a cabana do tio Oswaldo. E aqui tem os numeros de passos até onde está o tesouro.
- Espera. Mais tá dizendo aqui que o tesouro está lá do lado de fora.
- É. Vamos?
- Claro que não. Está chovendo.
- Você está dizendo que vai perder a herança do velho só por causa da chuva.
Sther parece confusa. Olha para a janela e para o cabelo liso. E abre a janela e fala:
- Vamos pular a janela. Assim ninguém desconfia que achamos o tesouro.

Na sala de frente ao caixão do velho tio Oswaldo Gabrielly olhava triste. Rosane estava do seu lado.
- É incrível. Ele parecia tão bem. Mas já sabia que iria morrer.
- Ele morreu de que? - Diz Gabrielly constrangida. - Nem lembrei-me de perguntar.
- A cidade aqui é muito humilde. O médico estou começando a duvidar que tenha mesmo se formado. O atestado de obito diz que foi de ataque cardiaco.
E o pior é que nunca ouviamos ele reclamar de nada. - Diz Rafael. Irmão de Rosane que até aquela hora estava quieto sentado na cadeira.
- Credo. Agente chega a pensar bobeira. Mas e se tivesse alguém que queria ve-lo morto?
- Eu não sei. - Diz Rosane com cara pensativa. - Ele era um homem muito rico e cheio de mistérios.
- Quem sabe esse tesouro não é o próprio assassino dele? - pergunta Rafael mais uma vez.
- Tenho que falar com o médico. Se pelo menos essa chuva passasse. - Diz Gabrielly nervosa.
Mas de repente entra na sala em desespero Luciana.
- Gente. O João Jorge e seu irmão acabaram de sair no meio dessa chuva pela porta dos fundos.
- Meu Deus. Mas aquele lado é cheio de buracos, cisternas e poços. - Diz Rosane preocupada.
- Eu vou chamar o Cicinho e nos vamos procura-la Luciana. Não se preocupe. - Diz Rafael correndo em busca do caseiro.
- Enquanto isso vamos até esse médico Rosane. Tenho certeza que o seu irmão estava certo. - Diz Gabrielly pegando a bolsa no sofá.
As duas saem enquanto Luciana fica na sala sozinha olhando com medo para o caixão.

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