João Jorge acorda. Estava dentro do poço. Em baixo de pedras que tinham sido usadas para tapar a água do poço. A chuva caia fina e embarrelava mais ainda o local. Em meio ao barro João Jorge encontra Wellington desmaiado. E seu celular que tocava repetidamente.
Ele atende e a voz de uma mulher sai pelo telefone.
- Alô? Amor?
- Não. – Diz João Jorge assustado. – Sou João Jorge. Eu e seu marido caímos num buraco. Chame a policia por…- o telefone estava mudo de mais. João Jorge olha para o telefone celular. Tinha acabado a bateria.
Ele deixa o celular no chão e agoniado tenta acordar Wellington.
- Ei cara. Anda. Acorda….- João Jorge com agonia desiste e começa a gritar para o lado de fora.
- Alguém me ajude. Caímos no buraco. Alguém! Socorro.
Longe dali Sther e Teobaldo andam no meio da chuva seguindo o mapa e entrando no meio da floresta.
- O mapa segue por ali! – Diz Teobaldo apontando a selva profunda.
- Eu sei ler um mapa Teobaldo.
- Calma mulher. Eu só. Estou…
- Vamos continuar está bem?
Eles entram no meio da selva.
Gabrielly e Rosane entram no carro e vão saindo da fazenda quando dão de cara com a cerca fechada.
- Vai lá abrir. – Diz Gabrielly á Rosane.
- Porque eu? – Diz Rosane zangada. Mas sai nervosa na chuva e vai até a cerca. E volta triste. – Está trancada.
- Droga. – Diz Gabrielly recostando a cabeça no estofado do carro e virando-se novamente para Rosane fala: - O que está esperando para ir pegar a chave.
- A chave está com o Cicinho. – Rosane toda ensopada já pela chuva. – E ele entrou no meio do mato para achar o seu irmão e o marido da Luciana.
- E agora? Vamos arrebentar a cerca?
- Não. Vamos andando. A casa do médico é logo depois da de Luciana e João Jorge.
- Eu? Andar na chuva?
- Você quer ou não quer achar o assassino do seu tio?
Gabrielly sai do carro e entra na chuva e começa a caminhar sem jeito no meio do barro.
Rafael correndo pela casa encontra Cicinho bebendo café junto de Cortez. Rafael fala sério.
- Cicinho. O subrinho do seu Oswaldo sai pros lados dos buracos. E isso já deve fazer mais de uma hora.
Cicinho rindo fala:
- Mas será que esse besta caiu em um buraco?
- Caiu nada não. – Diz Cortez tomando mais um gole do café. – Acho que a Luciana quer é que vamos procurar o marido dela no meio da chuva enquanto ela fica aqui procurando o tesouro.
- Ela não faria um trem desse não Cortez. Aquele lugar lá é perigoso. Isso é porque você não viu o desespero da menina.
Cicinho coloca o copo na pia e fala:
- Eu só vou ir buscar minha lanterna e uma capa de chuva. Já volto.
Enquanto isso João Jorge e Wellington continuam caído dentro do buraco. Ele descrença de gritar e senta no chão a espera de alguém enquanto tenta se esquentar da chuva. Quando tem uma ideia. Começa a pegar pedras e tacar do lado de fora do poço. E continua a gritar.
- Ei me ajude.
Mas de repente ao pegar um pedra, as pedras no chão começam a se mexer sozinhas. Ele segura Wellington que estava desmaiado no chão e de repente eles caem mais fundo no poço.
Enquanto isso Sther e Teobaldo continuam a caminhar no meio da chuva e no meio das árvores e do escuro.
- Não está dando pra ver mais nada Teobaldo.
Teobaldo tentando colocar a luz do celular contra o mapa fala feliz.
- Não tem mais nada pra ver não Sther. Daqui cinco passos será o local do tesouro.
Os dois olham para frente e se deparam com uma enorme árvore cheia de raízes.
- Eu não acredito Teobaldo. Nasceu uma árvore bem no lugar do tesouro. E agora? Vamos derrubar a árvore?
Teobaldo dá uma volta na árvore e fala rindo.
- Não Sther. O tesouro está dentro da árvore. A árvore é Oca.
Sther da a volta na árvore e vê o oco da árvore que dava para passar uma pessoa. Ela pula nos braços do irmão rindo.
- Ai que bom. Agora vai. Estica a mão e pega o baú.
- Porque eu? E porque você acha que tem um baú lá?- Diz Teobaldo sério.
- Sei lá? Você acha que eu vou enfiar a mão nesse lugar perigoso?
- E eu tenho que enfiar a mão ai?
- Só se você quiser ficar rico.
Teobaldo olha para o oco da árvore e se abaixando estica a mão para pegar algo.
- Eita mas o Oco dessa árvore é maior do que parece. – Ele entra até a cintura no Oco da árvore.
- Vai logo Teobaldo.
- Sther, acho que você vai querer ver isso.
- Porque? Encontrou o baú?
Ela se abaixa curiosa e entra no oco da árvore e vê nada menos que um tuneo enorme de baixo da terra. Os dois olham um para o outro e entram dentro do tuneo.
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